sábado, 1 de novembro de 2014

UM HERÓI PARA AMAR

UM HERÓI PARA AMAR
Título original: A Hero to Hold
Linda Castillo



ELE NÃO QUERIA SE ENVOLVER! ELA NÃO PODIA SE APAIXONAR!

Ela não tinha nome nem memória, nada; apenas sabia que estava grávida e que alguém queria matá-la. Sua única esperança era John... o médico do resgate que salvara sua vida, o bom samaritano que prometera mantê-la a salvo, o sexy estranho que estava roubando seu coração. Seu herói.
Salvar vidas era seu trabalho, mas John Maitland aprendera havia muito o preço do envolvimento pessoal. Não se importava em arriscar sua vida, mas arriscar suas emoções... seu coração... estava fora de cogitação. Até que resgatou "Hannah", ferida, de uma ravina na montanha. E de repente as coisas ficaram muito, muito pessoais...

Querida leitora,

Adorei esta história! Muito mesmo. Senti pena quando acabou. Fiquei com aquela sensação de que se tivesse mais duzentas páginas eu nem perceberia o tempo passar. Tenho certeza de que você também vai gostar tanto quanto eu gostei!

Fernanda Cardoso Editora


PRÓLOGO



Ele a mataria daquela vez. A constatação estarreceu-a. O terror e um estranho senso de incredulidade oprimiram-lhe o peito. Ela não podia acreditar que a situação chegara àquele ponto. Não suportava pensar que tudo o que passara nos dois anos anteriores culminara naquele simples e aterrorizante momento.
Golpes de vento gelado atingiam-na enquanto avançava rapidamente pela escuridão. Pedras e o chão congelado cortavam-lhe os pés descalços, mas mal sentia a dor. A neve copiosa anuviava-lhe a visão, mas não diminuiu o passo. Segurando a arma com força, começou a correr às cegas, mal conseguindo distinguir a curva seguinte na estrada. Pequenas nuvens de vapor formavam-se com sua respiração ofegante, enquanto seguia seu instinto de sobrevivência e forçava o corpo além do limite.
Faróis cortaram a escuridão atrás dela, provocando-lhe nova onda de terror. Ouviu o motor do carro dele acima do uivo do vento, acima da batida alucinada de seu próprio coração. Um grito ficou preso em sua garganta, pois ela sabia que seria tolice desperdiçar sua valiosa energia em algo tão inútil. Ninguém a ouviria no alto daquela montanha no meio da noite. Ninguém a salvaria. Se quisesse sair viva daquela situação, teria que contar apenas consigo mesma.
Lamentavelmente, estava ficando sem idéias.
Uma nova curva na estrada e os faróis estavam em cima dela. A poucos metros de distância. Não havia como escapar. O medo e a adrenalina formavam um turbilhão dentro de si quando parou abruptamente na beira da estrada deserta. O ar gelado castigou-lhe os pulmões em sua tentativa de recobrar o fôlego. Atrás de si, ouviu o veículo parando. Sentiu forte vertigem quando olhou para baixo e observou as escarpas da ravina à seus pés. Com o coração aos saltos, virou-se e encarou seu perseguidor.
Achara que estaria preparada para aquele confronto final, mas bastou vê-lo para que seu terror se renovasse... e para que se perguntasse se teria coragem para tentar detê-lo uma última vez.
Ergueu a arma, tentando em vão conter o tremor em suas mãos.
— Não se aproxime!
— Abaixe essa arma.
— Fique longe de mim!
— Não posso — disse ele, aproximando-se devagar. — Você não me deixou escolha.
Lutando para manter-se calma, ela olhou para o vulto escuro dele de encontro ao brilho ofuscante dos faróis, dando-se conta, pela primeira vez, de que, se morresse naquela noite, ninguém jamais saberia a verdade.
— Pare! — Curvou o dedo de leve em torno do gatilho. — Eu atirarei!
— Você não tem coragem. — Sem tirar os olhos dela um instante sequer, ele continuou se aproximando.
Ela apertou o gatilho. A arma disparou, fazendo-a sentir o forte tranco em sua mão. O som de seu próprio grito ensurdeceu-a.
Mas ele não parou. Nem sequer estremeceu. Ela percebeu que não o acertara, exatamente como ele já soubera que seria. Ele a conhecia muito bem, sabia que não era capaz de matar.
Assim como ela agora sabia que ele era.
Com o coração disparando, tornou a se virar para a ravina. Havia apenas um meio de tentar se salvar e, enquanto o ouviu aproximar-se ainda mais, soube que não tinha escolha a não ser fazer o impensável. Pressionando a mão de encontro ao abdome, sussurrou uma prece e começou a descer pelo despenhadeiro.
O grito dele elevou-se acima do rugido do vento, mas ela não pôde compreender as palavras e não parou. Mal havia começado a descer quando a pedra solta abaixo de si ruiu. Estendendo os braços, tentou amortecer sua queda, mas não havia nada em que se agarrar exceto ar frio e granito coberto de gelo escorregadio. Um instante depois, começou a cair, a dor insuportável, enquanto seu corpo ia batendo de encontro às arestas das rochas.
A iminência da morte não deveria tê-la chocado. Soubera que não sairia daquela situação ilesa. Ainda assim, a mente se rebelava contra a idéia de sua vida se acabar daquela maneira. Com tantas coisas por fazer, tantos sonhos ainda por realizar...
Fragmentos de sua vida, os lugares em que estivera e as pessoas que amava, passaram por sua mente como num calidoscópio. Mas a montanha era implacável, e a ravina escarpada continuava tragando-a, jogando-a de encontro às rochas pontiagudas. Um a um, seus sentidos foram se apagando, até que restou apenas a escuridão e o gosto amargo da traição. Enquanto mergulhava mais no abismo, a dor foi se dissipando, e a escuridão envolveu-a em seus braços...
Finalmente, ela estava livre.





CAPÍTULO I




— Eu já a estou vendo. É uma mulher. Está se mexendo. O médico de busca e resgate John Maitland prendeu a tira do capacete sob o queixo, aproximou-se da porta aberta do helicóptero e olhou para baixo. Com toda a certeza, uma mulher movia-se junto aos rochedos na lateral da montanha, uns vinte e cinco metros abaixo.
— Que diabos ela está fazendo aqui em cima? — disse por entre os dentes, mais para si mesmo.
— Esperando que você se mexa e vá até lá! — respondeu a voz do piloto do interior da cabine.
— Leve-me um pouco para mais perto, Tony — gritou John para ser ouvido acima do ruído do helicóptero e do vento na porta. — Em algum momento desta semana, se você não se importar.
— Não com este vento. Já estamos a quarenta nós. As rajadas a cinqüenta e cinco. — O piloto, Tony Colorosa, lançou-lhe um olhar de provocação. — Não me diga que você não consegue fazer um salvamento a uns míseros vinte e cinco metros em meio a um pouco de brisa.
John lançou-lhe um olhar de zombaria.
— Apenas pilote esta lata de sardinha, e eu cuidarei do trabalho pesado — disse e, então, acrescentou: — O vento pode tornar isto um pouco mais interessante.
— A vítima está se mexendo. Não há ferimentos aparentes. — O líder da equipe, Buzz Malone, baixou seu binóculo e franziu o cenho para John. — Desça com o cabo. Vamos içá-la. Prenda-a com o cinto, e eu a erguerei com você.
— Não deveríamos descer a maca? — perguntou John.
— Não haveria tempo.
— E quanto a movimentos na espinha?
— Se não a tirarmos ali debaixo nos próximos cinco minutos, teremos que abortar a missão. E levaríamos tempo demais para chegarmos até ela a pé. Ela morrerá de hipotermia. Faça sua escolha.
Por mais que odiasse a idéia de remover uma vítima com um possível trauma sem fazer uso da maca adequada para imobilizar a espinha, John sabia que, com o mau tempo se formando, a situação exigia uma rápida remoção... e o salvamento da vida da vítima. Era o máximo que poderiam fazer naquela situação específica. Lidariam com possíveis ferimentos mais tarde.
— Está certo — disse.
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LIVRO ENVIADO POR ANNY.
OBRIGADAAAAAAAAAAAA!

2 comentários:

  1. Mta quimica envolvida😈😈😈eles São ótimos juntos..

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  2. Muito bom!!! Tem mistério, ação e muito amor!
    Vale a pena ler😍!!!

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